A Aerolíneas Argentinas encerrou 2025 com lucro, patrimônio líquido positivo e redução da dívida financeira, sem receber recursos do Tesouro Nacional
A assembleia de acionistas da Aerolíneas Argentinas aprovou as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. A companhia registrou lucro líquido de 238 bilhões de pesos, segundo balanço validado pela KPMG e pela Auditoria Geral da Nação.
O resultado também permitirá o primeiro pagamento de imposto sobre o rendimento da história da empresa, estimado em 6 bilhões de pesos. Outro destaque foi a recuperação do patrimônio líquido, que chegou a 18 bilhões de pesos após mais de uma década negativo.
A melhora ocorreu principalmente devido aos resultados positivos acumulados nos dois últimos exercícios, sem aportes do Estado durante 2025.
Dívida em queda
No resultado operacional, a empresa alcançou um excedente de US$ 120,7 milhões no indicador EBIT, após ajustes da auditoria. A companhia também reduziu sua dívida bancária e financeira em 52% durante o ano passado.
Em 31 de dezembro de 2025, esse passivo somava US$ 170,5 milhões, dentro da estratégia de reorganização das contas. A mudança contrasta com o período entre 2008 e 2023, quando a empresa registrou prejuízo operacional médio anual de US$ 400 milhões.
Nesse intervalo, a Aerolíneas Argentinas recebeu mais de US$ 8 bilhões em transferências diretas do Estado.
Operação aérea
A companhia manteve em 2025 o mesmo volume de horas voadas registrado no ano anterior, com ocupação média de 83%. A operação alcançou cerca de 300 voos diários e transportou aproximadamente 35 mil passageiros por dia.
No total, mais de 12,78 milhões de passageiros viajaram pela empresa durante o ano passado. O índice de cumprimento dos voos chegou a 99,4%, enquanto o NPS, indicador de satisfação dos clientes, alcançou 55 pontos.
Renovação da frota

Com os resultados financeiros, a Aerolíneas Argentinas avança em um plano para renovar sua frota utilizando recursos próprios. A companhia anunciou a aquisição de 20 aeronaves, incluindo seis Airbus A330neo e 14 aviões Boeing 737 MAX.
O pedido contempla modelos Boeing 737 MAX 8 e MAX 10, ampliando a perspectiva de modernização da frota. Segundo Fabián Lombardo, presidente da companhia, os resultados representam uma mudança na trajetória financeira da empresa.
Para 2026, a Aerolíneas Argentinas também não prevê solicitar financiamento ao Tesouro Nacional.


