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Península Valdés – O paraíso das baleias e dos viajantes

A Península Valdés, no sul da Argentina, é o lugar do mundo onde há mais chance de se avistar baleias. E ter a sensação de viver um documentário sobre a natureza. Quem vem pela estrada já pode vislumbrar à distância animais como os guanacos (parentes das lhamas, de pelo mais curto), lebres patagônicas, flamingos e gaivotas, entre as mais de mil espécies da fauna que habita a região.

Mas o espetáculo único, que atrai a maioria dos turistas, está em exibição nos quase 4 mil km2 de enseadas e falésias que recortam a Península Valdés, uma das áreas naturais da Argentina que faz parte da lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco. Essa região é considerada pelos especialistas como a melhor do mundo para observação de baleias. É lá que elas vão para se reproduzir e cumprir os primeiros meses da educação de seus filhotes para a sobrevivência.

Baleias francas austrais e orcas são as grandes estrelas, em um espetáculo do qual também participam lobos e elefantes marinhos, pinguins e golfinhos de diversas espécies.

Entre março e maio é comum que as orcas apareçam com seus filhotes para ensiná-los a caçar. O viajante, com apenas um pouco de sorte, pode presenciar ao vivo um desses momentos que normalmente só vemos em documentários de natureza. Em algumas praias, inclusive, é possível observá-las no máximo de sua ousadia, utilizando uma tática que só é observada nessa parte do mundo. É quando elas se jogam sobre a areia para tentar conseguir seu almoço entre as focas da região, mesmo sabendo do perigo de encalharem.

Baleias francas

Já as baleias francas, com seus 15 metros de comprimento e pesando até 47 toneladas, trazem sua presença majestosa entre junho e dezembro — e também é comum encontrar as mães nadando ao lado de suas crias. O Golfo Nuevo, perto da cidadezinha de Puerto Pirámides, é considerado o lugar do mundo em que há a maior chance de se visualizar uma baleia durante um passeio de barco. Ao longo da costa há diversos pontos onde podem ser encontradas colônias de lobos e elefantes marinhos. Em toda a área, entre setembro e março, há muitos pinguins. E os guias experientes sabem que, em Punta Tombo, um destino logo ao sul de Puerto Madryn, eles marcam presença o ano inteiro.

A maioria dos turistas prefere se hospedar em Puerto Madryn, a cidade mais próxima da Península, onde há diversos hotéis e restaurantes. Mas há quem opte por ficar na maior cidade do entorno, Trelew, que fica a cerca de 60 quilômetros dali, embora tenha menos infraestrutura turística. As duas possuem voos diretos a partir de Buenos Aires. E há também quem prefira ficar dentro da própria Península, na pequena cidade de Puerto Pirámides, que possui pouco mais de 500 habitantes, mas é fascinante.

Serviço

Como chegar: Pelo Aeroporto de Puerto Madryn, na província de Chubut, com voos de cerca de 2 horas a partir de Buenos Aires.
Onde ficar: Em Puerto Madryn há hotéis como Rayentray, Hotel Península Valdés, Tolosa e Dazzler by Wyndham, além de hostels organizados e confortáveis como El Gualicho e La Tosca. Em Puerto Pirámides há pousadas ecologicamente corretas como o Del Nómade Eco-Hotel e imóveis para locação, inclusive pelo Airbnb. Em Trelew há hotéis como o Libertador, o Rayentray e o Galícia.
Onde comer: Puerto Madryn é a cidade que tem mais opções de restaurantes, como o El Almendro (frutos do mar), Giuseppe (italiana e pizzaria), Cantina El Nautico (mediterrânea). Os restaurantes dos hotéis também são bons, e há opções de refeições rápidas.

Fotos: Ministério do Turismo de Chubut/divulgação
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