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Especial França: um brinde a Reims e Épernay, em Champagne-Ardenne

Oi pessoal, tudo bem? Após falar sobre Paris e Lyon, chegou a vez de Reims e Épernay no Especial França do TRAVELPEDIA. As cidades são as duas mais importantes da vibrante e autêntica região de Champagne-Ardenne (dos grandes lagos, dos parques naturais, da montanha de Reims e da Floresta de Orient) em relação ao turismo e cultura local e, claro, na produção de champagne. Essa matéria será composta de duas partes: a primeira abordando curiosidades a respeito da região e o champagne e a segunda falando das cidades em si. Já separou a taça? Então vem brindar comigo!


Curiosidades

Foto: Pixabay

Reims – a 150 quilômetros de Paris

Uma cidade francesa tipicamente do interior: pouquíssimos prédios altos, muitos bistrôs e restaurantes, ruelas, estátuas, arte e cultura. Não pense que visitá-la é interessante apenas por conta do champagne – apesar de ser o grande atrativo, Reims tem muito para oferecer. Por exemplo, a Catedral de Notre-Dame, patrimônio mundial da UNESCO. Uma das maiores obras arquitetônicas e religiosas da humanidade é símbolo da cidade e da arte gótica.

Foto: Pixabay

A catedral atingiu a atual aparência apenas 300 anos após a colocação da pedra fundamental, e, desde então, alguns elementos, como as torres, permanecem inacabados. Situada no centro da cidade, chama atenção por ser lindíssima. Não à toa era cenário das coroações dos reis da França. Olhando assim nem dá para acreditar que ela foi parcialmente destruída durante a Primeira Guerra Mundial.

Dentre os destaques internos, estão o portal central, dedicado à Virgem Maria e seu vitral em forma de rosácea. E por falar em vitrais, há ainda alguns da Idade Média, mas, como muitos foram perdidos durante o confronto, foram então substituídos por vitrais de artistas contemporâneos – como Marc Chagall, um dos primeiros a contribuir para a restauração (foto abaixo). Os mais recentes, de 2015 e assinados pelo artista alemão Imi Knoebel, foram um presente do governo da Alemanha – um século após as destruições provocadas pelos bombardeios.

Foto: Pixabay

Também merecem um olhar mais atento dos visitantes a Galeria dos Reis, que abriga a pia batismal de Clóvis e estátuas de seus sucessores, bem como as finas tapeçarias que tem como uma das séries mais importantes a executada por Robert de Lenoncourt, representando a vida de Maria. Se você for no verão, há espetáculos de músicas e luzes projetadas na igreja.

Além da Catedral, a Porte Mars também é bem conhecida. O arco é do século 3 a.C e é o maior do mundo romano! Já o Musée des beaux-arts de Reims, fundado em 1794, possui coleções de diversos artistas europeus, como Bartolomeo Manfredi e Jacob van Loo.

Mas, agora vamos ao que interessa? As borbulhas! Muitas casas de champagne famosíssimas estão em Reims, como a Veuve Clicquot, a Mumm, a Pommery, a Ruinart… Enfim, a lista é longa. A maioria dessas maisons possuem tours por suas fábricas e crayères e/ou degustações de seus produtos. Entre tantas, escolhi ir na casa da Veuve Clicquot e foi super legal – aprendi toda a história da família fundadora, as mudanças do rótulo e suas curiosidades. Aqui vai uma delas: o champagne tem mais de 240 anos e a assinatura que está na embalagem é, até hoje, a mesma da fundadora da marca.

Foto: Pixabay
Foto: arquivo pessoal/ Gi Ferraz

Após uma passagem pelo museu, desci para a crayère, à 18 metros do solo. São quilômetros e quilômetros, mas só vemos uma parte (que é bem grande), suficiente para se encantar ainda mais pela bebida. Os túneis parecem cavernas, cheias de garrafas expostas e luzes bem fracas, mas não dá claustrofobia, juro!

Uma das coisas que mais me impressionou foram as garrafas de mil novecentos e bolinha repousando para serem vendidas. Depois disso tudo, entendi o porquê do preço elevado. Ah! O tour, com direito à três taças ao final é € 50 e, sem a degustação sai por € 30.

Não deixe de garantir uns produtinhos por lá mesmo, já que no free shop é o dobro! Dali, fui à maison Pommery, mas decidi apenas provar uma taça do tipo Rosé, por € 14.

Apesar das grandes marcas serem o point dos turistas, a minha predileta – ainda pouco conhecida – é de fabricação familiar. A casa Bernard Brémond fica em Ambonnay, um vilarejo pertinho de Reims, e não vende seus produtos em mercados, apenas pessoalmente. Uma garrafa custa em média € 14 e é, sem dúvidas, a mais gostosa que provei. Vale a visita! E se você preferir apenas degustar e não levar para casa, a boutique Trèsors du Champagne, no centro de Reims, é uma boa opção, já que os profissionais oferecem as taças de acordo com o seu gosto. E, falam inglês!

Foto: Le Parc, Hotel Les Crayères

Como todos sabem, beber de estômago vazio nunca é uma boa. Então aproveite para se deliciar com a gastronomia da cidade que é bem francesa e super conhecida. O restaurante Le Parc, no Hotel Les Crayères, tem duas estrelas Michelin e é cotado como o melhor de Reims. Ele oferece menu degustação de pratos tradicionais em harmonização com vinhos e produtos típicos locais como o queijo de cabra de Riceys. O preço não é muito acessível, mas para quem busca uma experiência gastronômica única, é a parada certa.

Mas, se quiser comer bem sem gastar muito vá à Place Drouet d’Erlon, uma rua cheia de comércio que é marcada por uma estátua de um anjo dourado no meio dela. O L’Apostrophe é o meu restaurante favorito dessa região, pois possui ótimos preços e culinária. O risoto de salmão com ratatouille é uma delícia.

O que levar para casa de Reims? Além dos champanhes, claro, passe na Maison Fossier e compre o biscuit rose, típico da região, para acompanhar o brinde. Tim Tim!

Épernay – a 25 quilômetros de Reims

Foto: arquivo pessoal/ Gi Ferraz

Coladinha em Reims, Épernay gira em torno das borbulhas e é a cidade que tem a maior renda per capita da França – e tudo por conta dele, do champagne! A avenida onde todas as maisons se localizam é considerada a mais cara do mundo, isso se somarmos os preços de todas as garrafas ali existentes.

Aposto que você não sabia disso, não é? Bom, tanto as grandes marcas como Moet ë Chandon, Mercier e Don Pérignon, quanto os pequenos produtores, como o J. M. Gobillard & Fils, disponibilizam visitas às suas crayères.

Em Épernay eu particularmente não fiz nenhuma visita às caves. No entanto, degustei uma tacinha de Chandon para adoçar o dia.

Se você quiser comprar garrafas e levar para casa, a loja C-Comme é a sensação da cidade. O local vende e revende apenas champagnes de produção familiar os quais, na minha opinião, são os melhores.

Um passeio interessante é subir até o Hautvillers, vila ao alto do vale do rio Marne, para ver toda a cidade. Lá, vale a visita a abadia de Dom Pérignon, monge que descobriu o champagne. Na hora de comer, destaco duas boas opções, o restaurante La Théatre, que serve a culinária local, além de oferecer sua própria crayère onde o próprio cliente pode escolher o seu champagne para harmonizar com a refeição.

Foto: arquivo pessoal/ Gi Ferraz

Bem como o Le Central Brasserie, na Avenue de Champagne, que serve um tartare de carne maravilhoso (foto acima) que − para variar um pouco a bebida − combina super bem com cervejas francesas e belgas. Ao longo deste especial do TRAVELPEDIA já deu para notar que sou apaixonada por este prato né? Pardon!

Bom, é isso… Gostou ou já conhece as cidades e quer compartilhar alguma dica? Comente aqui! Na semana que vem falarei da glamorosa Cannes,. Fiquem ligados!

See you soon!

Bisous,

Gi

Foto do destaque: Pixabay
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