O transporte rodoviário ganhou um novo instrumento de análise no Brasil. A ClickBus e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) lançaram o Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB). O indicador acompanha a variação média dos preços das passagens de ônibus no país.
O projeto utiliza dados transacionais da plataforma da ClickBus. Além disso, a metodologia considera diferentes regiões, categorias de serviço e distâncias percorridas. A Fipe desenvolveu toda a base técnica do índice.
O lançamento ocorre em um momento importante para o turismo nacional. Em 2025, o modal rodoviário transportou cerca de 160 milhões de passageiros, segundo dados da ANTT e agências estaduais.
Impacto no turismo

O ônibus mantém papel relevante no turismo doméstico brasileiro. O modal conecta cidades pequenas, médias e grandes com custos mais acessíveis que outras alternativas de transporte.
O IRCB mostra que as passagens rodoviárias subiram 7,5% entre abril de 2025 e abril de 2026. O percentual ficou abaixo do diesel, que avançou 15,7%, e das passagens aéreas, que cresceram 23,2%.
Os números reforçam a competitividade do transporte rodoviário. Para muitos viajantes, o ônibus segue como principal opção para viagens regionais e interestaduais.
Desde dezembro de 2017, as tarifas rodoviárias acumularam alta de 60,5%. No mesmo período, a renda média do trabalho avançou 77,6%, segundo dados da PNAD Contínua.
Diferenças regionais

O levantamento aponta comportamentos distintos entre as regiões brasileiras. O Centro-Oeste registrou a maior alta anual, com avanço de 8,2%.
O Sul apresentou o menor crescimento, com variação de 2,8%. As diferenças refletem fatores regulatórios, demanda regional e oferta de linhas.
As viagens curtas, de até 100 quilômetros, tiveram alta de 8,5%. Já os trajetos acima de 400 quilômetros registraram aumento de 5,2%.
Entre as categorias, o serviço convencional liderou a alta anual, com crescimento de 6,5%. O modelo cama teve a menor variação, com 4,9%.
Mercado digital

A ClickBus destaca que o IRCB amplia a transparência do setor. A empresa afirma que o índice ajuda consumidores, investidores e operadores a entenderem melhor o comportamento tarifário.
O estudo utilizou cerca de 62 terabytes de dados tratados com protocolos de segurança e confidencialidade. A análise trabalha apenas com informações agregadas.
O avanço digital também mudou a experiência do passageiro. Hoje, muitas empresas oferecem Wi-Fi, leito-cama e compra online em praticamente todo o processo da viagem.
Foto do destaque: Imagem gerada por IA
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