A Ryanair anunciou o fim da cobrança para que pais viajem ao lado dos filhos durante seus voos. A decisão surgiu após uma investigação iniciada pela Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido. O órgão avaliava se a prática feria os direitos dos consumidores e contrariava normas de proteção às famílias.
Até então, a companhia cobrava aproximadamente 8 libras por passageiro para garantir assentos lado a lado. Na prática, pais ou outros responsáveis precisavam pagar pela reserva para evitar que crianças viajassem separadas durante o voo.
Pressão regulatória
A investigação britânica acelerou a revisão da política da companhia. Segundo a Ryanair, a empresa decidiu alinhar seus procedimentos às expectativas dos reguladores do Reino Unido e de outros mercados europeus.
O diretor executivo Michael O’Leary afirmou que a companhia pretende seguir o padrão adotado pelo setor. Além disso, destacou que não deseja prolongar discussões sobre interpretações regulatórias relacionadas ao melhor interesse dos consumidores.
Outros países, como Estados Unidos e Índia, também discutem regras para garantir que famílias permaneçam juntas sem custos adicionais durante viagens aéreas.
Como funcionará
A nova política estabelece que famílias que não comprarem assentos reservados receberão lugares próximos após o check-in. Normalmente, esses assentos ficarão nas fileiras traseiras, onde existe maior disponibilidade.
Caso um dos pais adquira um assento reservado, será possível reservar gratuitamente lugares ao lado para até quatro crianças. Dessa forma, famílias terão mais previsibilidade durante o embarque e menos necessidade de pagar taxas extras.
A Ryanair informou que a mudança não deverá afetar sua receita. A empresa acredita que o novo procedimento atenderá às exigências regulatórias sem provocar impactos relevantes em seu modelo de negócios.
Impacto para passageiros
A medida representa uma mudança importante para famílias que viajam com crianças. Além de reduzir custos, a nova política simplifica o planejamento da viagem e diminui a preocupação com a distribuição dos assentos.
O caso também pode influenciar outras companhias aéreas. Reguladores de diferentes países acompanham o tema e defendem regras que priorizem o direito de pais e filhos viajarem juntos sem cobranças adicionais.


